Terceira Consulta - Metade do processo!

(28/04/2008)

Hoje fui à 3ª consulta com a minha obstetra. Ela olhou o ultra-som morfológico e os exames laboratoriais que fiz na semana passada. Disse que está tudo ótimo, que o João Pedro está se desenvolvendo muito bem.
Ela me receitou um medicamento pra que eu não tenha anemia.
Falei que ainda não sinto ele mexendo, mas ela disse que é normal, e perguntou se pelo ultra-som eu vi os movimentos. E vi sim, no ultra-som ele mexeu bastante, no primeiro eu já o vi se sacudindo, parecia até que estava com soluço.
Para a próxima consulta não vou precisar realizar exames, apenas continuar cuidando da alimentação.
Ouvi o coraçãozinho... meu peso também está bom. Estou pesando 52,8 kg. Engordei uns 5 kg até agora.
Estamos indo para o 5º mês, metade do processo!

Segunda Ultra-sonografia

( 25/04/2008)

Realizamos o ultra-som morfológico para visualizar os órgãos do bebê mais detalhados, e tudo está perfeito. O médico ficou analisando e nos mostrando os detalhes dos órgãos, coração, rostinho, braços, mãozinhas, pernas e os pézinhos... Disse que “o Baby está nota 10!”.
Dessa vez quem me acompanhou no exame foi o JL... parece mesmo que o Papai ta querendo participar mais. Conversamos um pouco, já que ficamos a tarde toda juntos, pegamos o cesto onde o Baby vai ficar nos primeiros meses, falamos do quartinho, coisas assim, mas tem horas que fica um silêncio...
Pelo menos durante essa semana ele foi um papai mais presente...
O peso atual estimado é de 293 gramas.
Comprimento estimado 23 cm.
Meu Gigantiii!

Quem é vivo sempre aparece!!!

"Sempre" aparece!!! O pai do meu filho veio “nos” ver!!! Como se nada estivesse acontecendo, e como se ele fosse o pai mais presente do mundo perguntou pelo filho!
Respondi tranquilamente, como se eu não estivesse magoada pelo fato de sua ausência...
Contei as coisinhas sobre o Baby, mas nada demais, já que também não sinto nada diferente (pelo menos fisicamente), além da barriguinha que ta aparecendo.
Ele pareceu interessado... perdido também. Se eu que estou com a barriga crescendo ainda me sinto tão perdida, imagino o que ele deve estar sentindo, ou não né, afinal ele não parou a vida dele, assim como eu pareço ter parado a minha.
Mas foi mesmo muito bom ele ter vindo até aqui. Espero que venha mais vezes.
Senti um aperto no peito, principalmente na hora do “tchau”. Não vou me enganar...
Espero que, pelo menos, ele se torne um pai presente.

Feriado a Vista...!

... como se isso fizesse muita diferença pra mim !!
Cheguei a conclusão que não estou bem psicologicamente (se bem que nunca fui mesmo), na consulta passada já havia falado com a médica e ela me indicou um medicamento, um calmante natural, mas não sei se tem adiantado muito. Tenho medo disso evoluir para uma depressão pós-parto. Não tô segurando legal essa onde de estar sozinha, de dar um tempo na vida esperando o bebê nascer, coisa demais pra uma cabeça oca feito a minha...
Ando enjoando de novo... Isso me deixa tão chateada... Nessas horas que acho uma barra estar "sozinha", porque sinto uma falta absurda do colo de alguém, de ter alguém pra me dizer que vai dar certo, que vai passar, mas que me diga isso com convicção e me dando colo... Porque minha mãe fala que é normal, só que isso me deixa ainda pior! Aí é que eu choro mesmo!
É tão estranho como a gente muda quando se está grávida.Não é apenas uma mudança física, mas uma muito mais complexa que envolve todo o emocional, psicológico, comportamento, maneira de encarar a vida, a gente muda e nem percebe..

O mau humor na gravidez

É verdade. A mais pura das verdades que ter mau humor faz parte da gravidez.
Só pode, porque tem dias que to impossível. Sejam os hormônios, seja a ansiedade, seja lá o que for, grávida que se preze tem que demonstrar a sua dose diária de mau humor.
Preparem-se para discussões, brigas com a família, desentendimentos com os colegas. Enfim, preparem-se para o pior. E o pior não é isto. O pior é que depois das descargas de mau humor, a pior das grávidas transforma-se num ser maravilhosamente afável que os outros não conseguem compreender. Pois agora, é assim e ponto final. Não há explicação científica.
Juro que já procurei por informações e nada. Mas li vários relatos falando desse mau humor. Por mim, é a lua. São os hormônios. E a falta de paciência com os que acham que estar grávida é a 11ª maravilha do mundo. (Não que seja ruim, pelo contrário, mas daí a ter que andar sempre com um sorriso de orelha a orelha, tenham dó!)

Não tenho grandes soluções nem conselhos, mesmo porque estou passando por tudo isso, mas há algumas regras que vale a pena relembrar (não lembro de onde tirei isso):
1) A grávida tem sempre razão
2) A grávida tem prioridade
3) A grávida tem direito a ter humor variável
4) A grávida está grávida e portanto, tem direito a ser tratada como tal - mimada, alimentada, amada, etc.
5) E o mais importante - a grávida vai ser mãe; está portanto em fase de apaptação a uma realidade indescritível. Deixem-na agora em paz. Depois o(s) filho(s) não lhe vão dar descanso. Nunca mais.

Pensamentos soltos

Cada pessoa que vem me ver, ou chega aqui em casa com uma outra desculpa qualquer mas sempre acaba no mesmo assunto, o bebê, me pergunta se tenho conversado com ele, se faço carinho na barriga, se ele sabe que sou mãe dele. Eu respondo em tom de brincadeira que ele deve saber, que deve ouvir os outros falarem.
É estranho, porque não me sinto assim, com essa vontade de conversar, simplesmente não consigo.
Nunca me imaginei nessa situação, mãe, sem alguém, sem um namorado, um marido, um companheiro, um colo. Acho que ninguém quer isso.
Sempre imaginei que quando eu estivesse grávida eu iria amar. Que ficaria boba olhando coisinhas de bebê, faria carinho na barriga o tempo todo, conversaria com o meu bebê. Mas não consigo. Fico triste, choro. E por isso sou cada vez mais repreendida.
Sei que isso não faz bem pro bebê, que ele sente tudo isso, mas pra mim ainda está sendo tão difícil.
Sei que já está mais do que na hora de eu me acostumar com a idéia de que agora sou mãe e que não tenho alguém, um companheiro pra me ajudar, pra fazer um carinho e me dar um colo nesse momento em que me sinto tão sozinha.
Sei também que não estou sozinha, que tenho minha mãe, minha família, amigos... e tenho meu bebê, meu João Pedro.
To sensível, chorona (mais do que nunca).
Tenho que parar de pensar no “se ele estivesse comigo...”, “se pelo menos me desse um pouco mais de atenção...”, se... se... se...
Mas sei que tudo seria diferente, que seria mais fácil, pelo menos aqui dentro.
Ta na hora de cair na real, sei que sim, mas...
Porque não consigo?
Porque é tão difícil?
Porque tudo ta assim?
Porque ainda não consigo me olhar e me sentir... mãe.